Todos os Textos do Blog de Deijivan Hanavan são licenciados sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-No Derivative Works 3.0 Brasil
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NÃO DEIXE A DEMOCRACIA MORRER!
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Foi neste mesmo local que há 78 anos, em 10 de Julho de 1932, um dia após o início da famosa "Revolução de 32", que foi erguido um posto de alistamento militar para a formação do Batalhão Universitário, o qual foi enviado para lutar na fronteira do Paraná. Um mês depois, em 10 de agosto de 1932, o Largo de São Francisco foi transformado na primeira sede da organização civil MMDC, movimento criado no dia 24 de maio daquele ano, um dia após a manifestação na Praça da Sé que resultou na morte de quatro estudantes e cuja sigla remete aos seus nomes (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo). Este mesmo MMDC que, entre outras atividades, oferecia treinamento militar, foi o carro-chefe da "Revolução de 32".
Além de políticos e militares, a "Revolução Constitucionalista de 32" - movimento armado ocorrido no Estado de São Paulo, entre os meses de julho e outubro de 1932, que tinha por objetivo a derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova Constituição para país - foi marcada pela ação de voluntários, que em grande parte pertenciam à Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.
Hoje, podemos vislumbrar a importancia destes hérois no "Monumento-Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932", também conhecido como "Obelisco do Ibirapuera", que é uma homenagem aos constitucionalistas provenientes do Largo de São Francisco. Entre as diversas faces do monumento, se encontra uma cripta, cuja entrada possui três arcos que remetem às arcadas do Largo, e que acima possuem a seguinte inscrição : "Viveram pouco para morrer bem, morreram jovens para viver sempre".
Destaco aqui uma frase do jurista Miguel Reale, que na época cursava o segundo ano da Faculdade de Direito e ingressou em um dos batalhões acadêmicos, o Batalhão Ibrahim Nobre, combatendo no sul do Estado de São Paulo:
"Era, então, estudante do 2º ano do curso de bacharelado da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, ainda instituto federal, o mesmo fundado por D. Pedro I, em 1827, conjuntamente com o de Olinda, depois transferido para o Recife.
Em confronto com a pletora atual de alunos matriculados em dezenas de instituições, formávamos um reduzido grupo de jovens congregados no único estabelecimento existente destinado ao estudo do Direito. A rigor, não se tratava de uma Casa que só cuidasse de Jurisprudência, pois, ainda não havendo universidades com ensino de Filosofia, Letras, Economia, ou Sociologia, era a única opção para quem tivesse vocação para o cultivo de ciências humanas e sociais.
Era natural que, em tal ambiente, ao lado de idéias jurídicas, fervilhassem debates sobre os grandes problemas da civilização, em todos os domínios do espírito, indo os jovens muito além das preleções dos professores catedráticos, - não raro apegados à letra dos códigos e das sentenças dos tribunais."
Diante disso, gostaria de saber onde está o nobre espírito de luta contra as injustiças e demais problemas sociais, tão comum aos jovens estudantes, principalmente os universitários, que por muitas vezes não se calaram diante das diversas situações históricas de abuso desmedido do poder público. Só sei que não podemos contar com a UNE - União Nacional dos Estudantes - a principal entidade estudantil brasileira, que representa os estudantes do ensino superior, pois lamentavelmente esta entidade está oficialmente ao lado do PT e dos seus inumeros escândalos.
A prova cabal foi a adesão da UNE, junto com o MST, centrais sindicais e os partidos PT, PC do B, PDT e PSB, ao "Manifesto Contra o Golpismo Midiático", um manifesto aberto contra a imprensa que ocorreu na última sexta-feira, dia 22 de Setembro, dois dias após o lançamento do "Manifesto em defesa da democracia".
O mais alarmante deste fato é que ele ocorreu na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e teve apoio de algumas dezenas de jornalistas que não gostam do "excesso" de liberdade de expressão que revistas como a "Veja" e jornais como a "Folha de S. Paulo" e "O Estado de S. Paulo" possuem.
Há meses venho sentindo no ar o cheiro podre da Censura. Se você procurar nos posts do meu blog verá que já escrevi sobre isto algumas vezes.
Quem me conhece sabe que não gosto nem um pouco de qualquer tipo de censura. Vivi os últimos anos deste flagelo social que assolou o Brasil por mais de 30 anos e trago lembranças desagradáveis da manipulação infantilizadora que havia nos meios de comunicação, em especial na imprensa.
Agora, às vésperas dos meus 40 anos de idade e com um filho com 16, volto a sentir a fétida brisa da antidemocracia, numa lufada que vem dos corredores do Planalto e se espalha vertiginosamente pelo país, adentrando as redações de jornais, os camarins das emissoras de TV, as salas refrigeradas dos provedores da internet e, mais perigosamente, o aconchego dos nossos lares.
Não quero isso novamente e não quero que meu filho conheça este lado ruím da nossa história! E o pior é saber que isto está acontecendo pelas mãos daqueles que um dia ousaram lutar contra esta mesma situação! E pior que isto é saber que a maioria da nossa população se mantém afogada num imenso mar de ignorância e que, infelizmente, poderá levar às urnas esta ignorância como companheira, votando de forma errada e ajudando o Brasil a se afundar ainda mais! É lamentável, triste e desalentador necessitarmos, em pleno fim da primeira década do século XXI, de um “Manifesto em defesa da Democracia”.
PARA LER, REFLETIR E COMPARTILHAR
A seguir, publico a integra do “Manifesto em defesa da Democracia”, que você também pode assinar clicando aqui:
Manifesto em defesa da democracia
"Em uma democracia, nenhum dos Poderes é soberano. Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.
Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil, os inconformados com a democracia representativa se organizam no governo para solapar o regime democrático.
É intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.
É inaceitável que a militância partidária tenha convertido os órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão em centros de produção de dossiês contra adversários políticos.
É lamentável que o Presidente esconda no governo que vemos o governo que não vemos, no qual as relações de compadrio e da fisiologia, quando não escandalosamente familiares, arbitram os altos interesses do país, negando-se a qualquer controle.
É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade.
É constrangedor que o Presidente da República não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas vinte e quatro horas do dia. Não há “depois do expediente” para um Chefe de Estado.
É constrangedor também que ele não tenha a compostura de separar o homem de Estado do homem de partido, pondo-se a aviltar os seus adversários políticos com linguagem inaceitável, incompatível com o decoro do cargo, numa manifestação escancarada de abuso de poder político e de uso da máquina oficial em favor de uma candidatura.
Ele não vê no “outro” um adversário que deve ser vencido segundo regras da Democracia , mas um inimigo que tem de ser eliminado.
É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses.
É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a expansão da telefonia e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.
É um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo, explicitando o intento de encabrestar o Senado. É um escárnio que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de se submeter às decisões do Poder Judiciário.
Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder lhe conferem licença para rasgar a Constituição e as leis.
Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo.
Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade.
Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos". Read more...
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PIADA ELEITORAL
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
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SOBRE TANTAS COISAS
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Se eu fosse escrever hoje sobre atualidades, o texto seria uma verdadeira colcha de retalhos! Retalhos desfigurados em grandes pedaços de pano de cores escuras e, isoladamente, um único retalho de cor alegre, graças à última notícia enumerada na lista acima!
Mas haveria também as rendas e babados que enfeitam a horrorosa colcha de retalhos. Estes, a exemplo do solitário retalho de cor alegre, também seguiriam em tons claros e vistosos. São estas alegorias e penduricalhos da grande colcha retalhada que representam as boas notícias mundiais que, infelizmente, não tiveram tanta repercussão nas mídias.
Falo de coisas boas para todos nós que, graças à ousadia e o avanço tecnológico e cientifico, trouxeram novas e gratificantes perspectivas para brasileiros e toda a população mundial.
Se a colcha de retalhos de fatos mediáticos que se produziu nesses dois últimos meses é suficientemente grande para cobrir duas camas king-size, as rendas que a circulam são feitas de poucos fatos de uma grandeza única. Começamos pela notícia que circulou rapidamente pela mídia entre os dias 16 e 17 de julho, informando a concretização de um projeto científico de baixo custo em parceria entre a nossa USP e a instituição de educação britânica King’s College. Com um investimento de apenas 200 mil reais, está sendo construído um laboratório em São Paulo que começará a operar em meados de 2011 e que abrigará o primeiro Banco de Células-Tronco Dentárias!
A idéia é fantástica e consiste em manipular dentes de leite, que são descartados naturalmente, extraindo as células-tronco e as colocando em cultivo, para que possam ser utilizadas por profissionais de saúde e pesquisadores do Brasil e da Inglaterra. Os estudos, que visam à transformação e especialização de células-tronco em outras células específicas na formação de praticamente qualquer órgão biológico, embora estejam avançados hoje em dia, ainda, infelizmente, esbarram em questões éticas de ordem religiosa, que insistem, através de um forte lobby, em promover posicionamentos idiotas e reacionários frente aos avanços científicos coerentes com as disposições de um Estado laico.
No caso das células-tronco dentárias, não existe este conflito ético, já que elas não advêm de um embrião humano. Assim, os dogmas religiosos só poderiam criar imposições se a horda de fanáticos inventasse uma imaginativa e ignóbil defesa dos direitos trabalhistas da Fada dos Dentes!
Da mesma forma que se procede os estudos com células-tronco embrionárias, as dentárias também possuem a mesma serventia, no que tange a reconstrução de órgãos e tecidos. O novo Banco de Células-Tronco Dentárias servirá ao mesmo propósito, além de se especializar na caracterização odontológica, podendo nos próximos quinze anos desenvolver técnicas totalmente inovadoras neste campo, que certamente irão mudar o cenário atual das técnicas de implante e estética dentária.
As versatilidades das células-tronco dentárias sugerem pelo menos três aplicações nesta área: restauração de tecidos dentais danificados; construção de biodente (o que seria uma terceira dentição ou o fim das dentaduras) e engenharia tecidual, pra reconstrução de tecidos e recuperação óssea. Além disso, o laboratório do Banco de Células-Tronco Dentárias se prestará ao estudo de outros tipos de células-tronco, ou seja, as que compõem a polpa dos dentes permanentes, da papila apical (tecido mole no final da raiz), do tecido periodontal (tecido que liga o dente ao osso) e a dos folículos dentários (tecido que recobre o dente antes de ele nascer).
Para se ter uma idéia de como as técnicas já estão avançadas, o grupo pertencente ao King’s College já desenvolveu em 2004 a recriação de um dente inteiro, com todas as estruturas biológicas, inclusive o osso de suporte, alojado no rim de um camundongo, graças ao implante de células-tronco dentárias no órgão do animal, que foram alimentadas pelo fluxo sanguíneo do próprio órgão. Embora seja uma técnica invasiva de pesquisa, o espécime não sofreu nenhum problema de saúde e, agora, o próximo passo será repetir o experimento e em seguida extrair o dente e implantá-lo na arcada do animal.
Seguindo a mesma linha de avanço científico, foi noticiado pela mídia entre os dias 30 e 31 de julho, o primeiro teste de células-tronco embrionárias em uma pessoa. O feito não pertence aos brasileiros e sim aos americanos, que estão mais avançados no discurso ético-religioso. Mas, mesmo assim, constitui uma notícia espetacular para todos e, como não poderia deixar de ser, também faz parte da pequena grandiosa bainha que envolve a retumbante colcha de retalhos.
A notícia põe fim a uma novela que se arrastava desde agosto de 2009, quando a empresa americana Geron, de estudos genéticos, recebeu o aval da FDA, órgão que regula medicamentos e alimentos nos EUA, para a concretização do experimento, mas que, porém, teve a permissão revogada após a agência americana ter questionado o surgimento de cistos nos organismos de camundongos utilizados nas pesquisas preliminares.
Após longas argumentações e uma vez reconhecidos os riscos e o diferencial proposto nesta nova fase da pesquisa, em que humanos serão as cobaias, a FDA sancionou o experimento, que visa a reconstrução da medula espinhal de pessoas que sofreram lesões recentes na coluna.
De acordo com Thomas Okarma, presidente da Geron, até o final deste mês de agosto, terá início o recrutamento e a seleção de dez pacientes paraplégicos que tenham sofrido o acidente causador da paralisia menos de quinze dias antes do teste clínico, para receberem as células-tronco embrionárias e participarem do acompanhamento biomédico.
Na verdade, este experimento é mais um sistema de controle de como deverão agir as células-tronco implantadas na medula, do que um tratamento revolucionário. Os cientistas envolvidos não esperam a cura total através deste experimento. Eles sabem que ainda estão na fase inicial da pesquisa e a preocupação no momento é saber se haverá algum dano ao paciente, como a possibilidade do desenvolvimento de tumores no local do implante. Com isto, a Geron abre portas para todos os profissionais de pesquisa genética do mundo, inclusive os do Brasil, que estão acompanhando atentamente o desenrolar deste teste que, se correr tudo bem, será um divisor de águas na comprovação do potencial terapêutico das células-tronco embrionárias, segundo Stevens Rehen, especialista genético da nossa UFRJ.
Para finalizar, outra ótima notícia que circulou nos dois primeiros dias deste mês, anunciando a ressurreição de um antigo sonho brasileiro, o de possuir uma fábrica nacional de automóveis.
Desde o falecimento da Gurgel, poucos ainda apostavam no surgimento de uma nova fábrica nacional que produzisse veículos comerciais. Ricardo Machado, advogado carioca, foi um desses apostadores que abraçou a idéia de uma fábrica totalmente nacional.
Em 2001, com cerca de 10 milhões de reais nas mãos, fruto de um grande negócio imobiliário que havia fechado, Ricardo Machado procurou o renomado designer Anísio Campos, criador do histórico carro fora de série DKW Puma. Juntos criaram um minicarro urbano que utilizava um possante motor de 1.6 litros produzido pela Tritec, uma joint-venture da Chrysler e da BMW no Paraná, a mesma empresa que fornecia motores para a famoso Mini Cooper.
Entusiasmado com o projeto, batizou o carrinho com o nome de Obvio! (com o sinal de exclamação), inspirado em Nelson Rodrigues, autor da tese de complexo de vira-lata brasileiro e da frase “É o óbvio ululante”.
Para tocar a fábrica correu o Brasil em busca de investidores e descobriu que a empreitada seria muito difícil e, desanimado, pensou que poderia engordar as estatísticas que apontam que nos últimos trinta anos 112 montadoras de veículos fecharam as portas no Brasil, sendo que algumas nem mesmo conseguiram partir para a produção inicial.
Mesmo endividado após quase seis anos acreditando no projeto, no final de 2006 o advogado sonhador seguiu para os EUA e participou de sete salões de automóveis voltados às tecnologias limpas, apostando na incorporação de um novo motor flex. Por lá teve a sorte de conhecer executivos da empresa americana ZAP (Zero Air Pollution), que adquiriu 20% da participação capital da sua nova fábrica, num negócio de 2 milhões de dólares. A ZAP acreditava no formato elétrico do carrinho brasileiro e encomendou 50 mil unidades que até hoje não foram entregues.
Acontece que em 2007, a Titrec, fornecedora dos motores, fechou as portas deixando Ricardo Machado na mão. Com as dívidas acumuladas e um calote internacional na ZAP, ele resolveu vender a Obvio! no ano passado para a empresa nacional Vrooom, formada por executivos do setor elétrico, que almejava a produção do primeiro carro elétrico no país.
Mais uma reviravolta ocorreu no último dia 21 de julho, quando a Vrooom mudou de donos e foi incorporada pelo fundo de investimentos internacional da empresa européia Cappadocia Investments.
Depois deste novo cenário, a Cappadocia resolveu contratar Ricardo Machado para presidir a subsidiária do fundo no país. Obviamente ele comemorou muito e se surpreendeu por se encontrar novamente à frente do seu maior sonho: o lançamento de uma fábrica nacional de automóveis.
Agora está acontecendo uma disputa entre oito cidades para sediar a fábrica da Obvio!, que será no estado do RJ. Novamente nas rédeas do projeto e agora com mais poder, Ricardo Machado chamou o antigo parceiro, o designe Anísio Campos, hoje com 77 anos de idade, para refazer o projeto do veículo, que ganhou muito em modernidade tecnológica, incluindo chassi de alumínio, baterias de lítio/íon, motor elétrico de última geração com versões de 140 e 250 cavalos de potência, painel com computador de bordo processado por um iPad e um iPhone, com acesso à internet, GPS e conexão com a equipe de manutenção do Obvio!
O carrinho mede 2,75 metros, um metro a menos que o novo Uno e custará entre 60 e 120 mil reais, caso não se consiga fechar um acordo com o Governo para redução dos impostos da categoria de veículos elétricos, que hoje tem o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na faixa de 25%, em comparação com a alíquota destinada aos carros flex popular, que é de 7%. Caso haja uma renegociação não só na alíquota deste imposto, como também em outros encargos tributários e a produção anual chegue em 100 mil unidades, o nosso carrinho elétrico de alta tecnologia poderá chegar ao mercado pelo valor de 22 mil reais, o que seria uma dádiva para o consumidor!
Além disso, o Obvio! inovará com o seu sistema de vendas, que não será nada tradicional. Não haverá concessionárias e os veículos serão distribuídos pelas empresas de fornecimento de energia elétrica, através da aquisição de lotes de no mínimo 1000 carros, que serão revendidos a nós, consumidores, para pagamento em 80 meses. As parcelas serão cobradas na própria conta de energia. As companhias também serão responsáveis pela instalação de torres de recarga da bateria em postos de combustíveis. O consumidor poderá abastecer as baterias em casa, ligando uma tomada simples no veículo, ou poderão recarregá-las nos postos de combustível, com a vantagem de poderem utilizar tomadas especiais que diminuem o tempo de carregamento das baterias. Em casa durará 4 horas a carga completa e nos postos este tempo cairá para cerca de 55 minutos.
Com isto termino com esmero a colcha de retalhos e seus babados, tecida no curto (e ao mesmo tempo longo) período que fiquei ausente deste blog. Read more...
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O TORTO CONCEITO DE ISONOMIA EM BRASÍLIA
sexta-feira, 25 de junho de 2010
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Conversa Fiada
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Mas é só sonho, vontade da cabeça da gente. Olha aqui, meu senhor, outro dia vi na televisão um homem que tinha terra do tamanho de Portugal! Só pasto e mais pasto, sabe? Eta homenzinho ruím! Disse que não vende, não dá, é só dele! Quando morrer vai querer levar com ele, só falta!
Agora veja eu, meu senhor. Se eu morrer agora não tenho nem um punhado pra deixar. Só posso morrer de aluguel. Olha, pra dizer a verdade pro senhor, um dia desses eu quase comprei meu terreninho. Um lote, sabe? Mas no fim não deu certo. O negócio deu zebra. A patroa até ajudou, botou na minha mão suas economias, dinheiro suado, sabe? Mas não deu não. Deixa pra lá. É sonho bobo. Depois eu nem ia ter dinheiro pra construir, veja só!
Pensando bem, eu tinha que agir diferente. O certo mesmo é juntar o material antes, sabe? Uns tijolos aqui, uns bloquinhos alí. O telhado é importante, mas telha é tão cara, né? Fazer o que? Liga não, senhor. É sonho bobo meu!
Agora senhor, tem esse negócio de herança. Pra mim não deu nada não. Meu velho pai morreu sem terra, não deixou nada. Melhor assim. Já pensou a briga que ia dá com os irmãos? Vixe Maria! Deixa pra lá meu senhor. Eu acho que tô enchendo o saco com essa conversa besta, né?
Sabe de uma coisa? O senhor que é feliz. Taí tranquilo, sem problema na cabeça. Agora então, nem precisa se preocupar com terra, né? Etâ felicidade boa! É um sossego só, né meu senhor? Essa terra aqui do senhor ninguém toma. Pode ficar sossegado, descançando na paz!
Olha, tá tudo certinho. Pode descançar agora que meu serviço tá feito. Aliás, não sei se o senhor sabe, mas eu sou o melhor coveiro daqui do cemitério. Sua cova tá aprumada, na medida certa, sabe? Ô terrinha boa, né? Descança em paz, meu senhor e me desculpa pela conversa boba. Vou embora que meu horário já venceu. Amanhã eu passo aqui pra ver se as flores que a sua senhora deixou ainda não morreram que nem o senhor, viu?" Read more...
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EU NÃO GOSTO DE CENSURA - parte 2
segunda-feira, 17 de maio de 2010
A Polícia Federal descobriu que ele utilizava a São Luís Factoring e Fomento Mercantil Ltda., uma das empresas do grupo, para movimentar altas somas de dinheiro oriundas das demais empresas da família, consumando uma descarada lavagem de dinheiro, que saia limpo como se fosse lucro da empresa de factoring obtido de clientes. A empresa São Luís Factoring chegou a movimentar anualmente mais de 100 milhões de reais neste esquema.
No próximo dia 31 de julho completará 1 ano que o jornal O Estado de São Paulo sofre com esta proibição imposta pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF). A multa estipulada pelo descumprimento da decisão é de 150 mil reais por cada publicação sobre a Operação Faktor.
Em atitude quase heróica, em tempos que é inadmissível o retorno da famigerada Censura, o jornal Estadão resolveu abdicar do suposto ganho de causa para poder provar que a justiça foi arbitrária em sua decisão e, corajosamente, seguir enfrente com o prosseguimento da ação até que o mérito seja devidamente julgado. A decisão foi encaminhada no dia 29 de janeiro deste ano pelo advogado do jornal Manuel Alceu Affonso Ferreira, que apresentou ao TJ-DF a manifestação sustentada do jornal pela preferência da continuidade do processo. Desde então, aguarda-se a definição judicial, estando, portanto, o jornal Estadão ainda sob os efeitos punitivos da Censura.
Poderia ser um caso isolado e, até mesmo, ter passado despercebido pela maioria da população brasileira, mas não foi assim devido a dois fatos distintos: primeiro que O Estado de São Paulo não é um mero jornal, já que se trata de um veículo de comunicação atuante há 131 anos; segundo que não é somente o Estadão que é vítima deste velado retorno da Censura ao nosso país. A Censura prévia também caiu sobre o Diário do Grande ABC, jornal regional sediado em Santo André, SP.
Mesmo tendo seu direito de resposta respeitado pelo jornal, o Prefeito Luiz Marinho acionou a justiça pleiteando o mesmo direito já conferido de antemão pelo jornal, além de exigir indenização por danos morais. Indo mais longe, o Prefeito requereu uma "tutela antecipada", entendida em termos jurídicos como a proibição de publicações de outras reportagens que associem o seu nome a este assunto pautado pelo jornal.
A resposta do Juiz Jairo foi acatar o requerimento do Prefeito, impondo ao jornal, em caso de desobediência, uma multa diária de 500 reais. Obviamente, o Diário do Grande ABC recorreu à sentença. Independente do valor da multa ou da relevância do assunto, o que importa é que mais uma vez um Juiz tomou uma decisão que "viola frontalmente o espírito e a letra da liberdade de expressão assegurada pela Constituição Federal", como apontou a Associação Nacional de Jornais - ANJ - em nota repudiando mais esta arbitrariedade jurídica contra a imprensa.
Em abril tivemos o seminário "Liberdade de Imprensa e Democracia na América Latina", realizado pela Fundação Memorial da América Latina. Lá, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e também presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto, condenou a censura prévia a órgãos de imprensa, dizendo: "A Constituição, nos seus artigos 5º e 220, garante a liberdade de imprensa. Democracia e imprensa têm uma relação de carne e unha. São como irmãs siamesas". Para Britto, deve haver uma autorregulamentação dos meios de comunicação depois que o STF derrubou a Lei de Imprensa, em abril do ano passado. Ele chamou a decisão do tribunal de "divisor de águas" na história da imprensa brasileira. "Se [os jornalistas] lerem a ementa do acórdão, vão encontrar uma verdadeira carta de alforria. Aqui está dito que não pode haver censura prévia, nem do Judiciário", enfatizou.
E mesmo assim, continuamos na mesma, ou melhor, a coisa ainda pode piorar! A razão para se pensar assim está relacionada ao Marco Regulatório Civil da Internet Brasileira, uma minuta preliminar de anteprojeto de lei elaborada pela equipe do Ministério da Justiça, em parceria com o Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas - RJ.
Infelizmente, pouca gente está participando ativamente deste processo e, dos poucos que partcipam, podemos notar que a maioria é contra este novo censor que o Governo deseja instalar. Na primeira fase, a Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça se gabou pelo número de contribuições participativas da sociedade nesta iniciativa: pouco mais de 800 pessoas! Sinceramente, isto é coisa para chorar! No Brasil há 46,99 milhões de usuários de internet! O que será que aconteceu? O povo está desanimado ou falta propaganda do Governo para incentivar a participação da população em um debate tão sério quanto este?
Em relação à Internet, posso dizer que sou a favor do modelo atual, ou seja, atuar no princípio básico da autorregulamentação independente de cada site e cada provedor de hospedagem ou de acesso. O usuário final deve permanecer livre para escolher participar de um site, de uma rede de relacionamentos ou de um blog, bem como continuar livre para optar entre um provedor de acesso ou um local para hospedar o que bem entender, escolhendo o serviço ou produto que melhor lhe convir. Este negócio de Marco Regulatório só serve para camuflar ou amenizar a real Censura, seja delegada ou prévia, como infelizmente já estamos vivenciando na imprensa.
Eu e a maioria dos brasileiros já vivemos sob o manto abusivo da Censura durante décadas e não consigo enxergar a necessidade de retroagirmos à este período tão maléfico à liberdade de expressão. Ultimamente ando muito frustrado com todos estes levantes moralistas de Censura que se espalham por nosso país.
Pois bem, como se não bastasse os abusos judiciais da Censura prévia em vários veículos de comunicação, em especial na mídia impressa jornalística, teremos agora que nos submeter a mecanismos censores também na internet? Qual será a próxima afronta à liberdade de expressão?
Não concordo com nenhuma forma de regular ou subtrair a nossa liberdade de expressão! Aqueles que se sentirem prejudicados ou ofendidos, que procurem a Justiça para resolver ou mediar na forma da Lei, sob Ordens Judiciais ou liminares, mas sem regulação de uma Censura prévia! Read more...
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SÓ PARA DESCONTRAIR!
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Confesso que não sou muito fã de futebol, mas como já estamos entrando no clima da Copa do Mundo, com a impopular convocação da Seleção oficial que representará nosso país e com a insistência do líder do Governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP) em antecipar as férias dos Congressistas para o próximo dia 10 de junho, com a desculpa de que nossos "esforçados" representantes legislativos precisam ficar grudados em frente às suas TVs de 42 polegadas durante todos os jogos da Copa, resolvi fugir um pouco da minha linha editorial e publicar uma brincadeira idiota, mas bem divertida que encontrei na internet.
Trata-se de um daqueles joguinhos viciantes que libera as nossas insatisfações com as atitudes de alguma celebridade, no caso o técnico da nossa Seleção, o senhor Dunga.
O objetivo é simples: você pode dar um belo chute virtual no trazeiro do Dunga, o arremessando por centenas ou milhares de metros! E se o seu chute não foi tão bom, ou se você desejar chuta-lo ainda mais longe, basta clicar em "Play Again".
Boa diversão!
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EU NÃO GOSTO DE CENSURA!
quarta-feira, 5 de maio de 2010
"O vídeo definitivamente não é para crianças - eu ainda não vi o clipe inteiro - e sim para todos os adultos e pessoas em diferentes países que estão fazendo isso na vida real. Italianos, africanos, não importa de onde vem, ainda é genocídio".